Ora, como se conformar a um estado de violência contra nossa própria natureza? Assim como há graus de violência, há graus de solidão. O primeiro, é aquele da ausência absoluta de vida. Imagine-se num planeta distante em que você fosse a única forma de vida existente (abstraia a vida espiritual, a dos seres microscópicos, etc). Creio que seria algo insuportável, para você e para qualquer pessoa. Mas e se por um milagre nascesse do nada uma plantinha? Certamente você a amaria mais que a tudo, mais que a muita gente hoje em sua vida. Ficaria imensamente feliz; triste ironia, ela se tornaria sua companhia predileta! Digamos que depois de algum tempo aparecesse por ali um pequeno inseto, uma borboleta. Depois, um gato. Depois, um ser humano. Percebe como sua alegria iria aumentado gradativamente à medida que surgissem seres cada vez mais semelhantes a você? E aqui o ponto onde eu queria chegar: se o amor é algo que nos torna semelhantes ao objeto amado – conformando-nos a ele, por assim dizer -, não há maior solidão que a de estar separado daqueles que amamos. A ausência destes é a maior violência que podemos suportar, ou não.
Relendo meu comentário, noto que cometi muitos erros de português. Perdoe-me, querida, tenho estado sem dormir e solitário há vários dias. Talvez em parte isso os explique: um pouco de cansaço, um pouco de tristeza, eis aí a falta de atenção.
Ora, como se conformar a um estado de violência contra nossa própria natureza? Assim como há graus de violência, há graus de solidão. O primeiro, é aquele da ausência absoluta de vida. Imagine-se num planeta distante em que você fosse a única forma de vida existente (abstraia a vida espiritual, a dos seres microscópicos, etc). Creio que seria algo insuportável, para você e para qualquer pessoa. Mas e se por um milagre nascesse do nada uma plantinha? Certamente você a amaria mais que a tudo, mais que a muita gente hoje em sua vida. Ficaria imensamente feliz; triste ironia, ela se tornaria sua companhia predileta! Digamos que depois de algum tempo aparecesse por ali um pequeno inseto, uma borboleta. Depois, um gato. Depois, um ser humano. Percebe como sua alegria iria aumentado gradativamente à medida que surgissem seres cada vez mais semelhantes a você? E aqui o ponto onde eu queria chegar: se o amor é algo que nos torna semelhantes ao objeto amado – conformando-nos a ele, por assim dizer -, não há maior solidão que a de estar separado daqueles que amamos. A ausência destes é a maior violência que podemos suportar, ou não.
Relendo meu comentário, noto que cometi muitos erros de português. Perdoe-me, querida, tenho estado sem dormir e solitário há vários dias. Talvez em parte isso os explique: um pouco de cansaço, um pouco de tristeza, eis aí a falta de atenção.