se algum dia alguém vier me descobrir, como já descobri coisas que nunca ninguém notou,vai adotar de forma devota e verdadeira esse sentimento de busca, de amor triunfante mesmo na vista da superficie rasa. somos todos rasos, banais, mas há quem vá além dos olhos – esses são os cansados como eu. cansado do eu que quer o outro. talvez você não note , mas busque nos olhos, não olhe no olho, sinta os olhos porque não posso dizer.
e essa musica me acompanha todos os dias pelos fones.
Talking to myself and feeling old
Sometimes I’d like to quit
Nothing ever seems to fit
Hangin around, nothing to do but frown
Rainy days and mondays always get me down
What Ive got they used to call the blues
Nothing is really wrong
Feeling like I don’t belong
Walking around some kind of lonely clown
Rainy days and mondays always get me down
Funny but it seems I always wind up here with you
Its nice to know somebody loves me
Funny but it seems that it’s the only thing to do
To run and find the one who loves me
(*) what I feel is come and gone before
No need to talk it out
We know what it’s all about
Hanging around, nothing to do but frown
Rainy days and mondays always get me down
Funny but it seems that it’s the only thing to do
Run and find the one who loves me
Hangin around, nothing do to but frown
Rainy days and mondays always get me down
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brisa de bons
Me tenha algo em que não se acredita.
Me tenha amor mesmo que for de mentirinha.
A gente pode se acostumar e acreditar,
construir e compor,
por isso me tenha amor,
onde a banda tocar
A gente pode se abrir
onde o céu desabar.
A gente pode vestir
o que a carapuça servir,
viole a si
me tenha algo à acreditar
credite em mim
toda suspeita de lar
me tenha amor
como se tem todo-mar.
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Mulher pelada.
Escreverei mais um texto de blog – os exclusivos estão guardados para os editores e meu sucesso prominscuo. Estarão guardados para meu netos, se minha frigidez humana permitir filhos, ou melhor, estarão guardados para meus netos do mundo. Hoje não trago nenhuma alegria, nenhuma dor, de certo não trago o vazio senão nada traria. Explicarei melhor minha contrapartida: hoje comi uma grande barra de chocolate que massageou meus sentidos mas amanha trará uma espinha na cara. Felicidade tem preço se não for medida, mas não sei o que é felicidade se ela for medida. Eu sempre tenho que ir fundo, comer tudo, esgotar tudo, ver tudo, sugar tudo. Estou sempre de lunetas e olhos cansados. Estou sempre de boca cheia e o maxilar desgastado. Compulsiva-arrependida. Feliz demais. Triste demais. Mas daí, depois de alguma crise, invento felicidade saudável; como uma maça e falo coisas amenas. Fecho os olhos um pouco e rezo. Não é falta de aviso, nunca é falta de aviso; sei ser um pouco de tudo porque minha maior crise é o tédio. Nunca escrevo aqui porque e chato, ninguém lê, ninguém entende, ninguém complementa de forma decente. Eu acredito que vivemos pelo o outro, pro outro. Escrevo pros outros, pra encontrar amigos? Mas nunca encontro. De novo: minha crise é o tédio.
Existe duas formas de chamar a atenção de alguém: estar nua. Pois bem, eu estou, mas ninguém vê. Estou realmente pelada, despida, nua, quase-de-quatro e não dá tesão em ninguém.
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There’s a limit to your love
Like a waterfall in slow motion
Like a map with no ocean
There’s a limit to your love
There’s a limit to you care
So carelessly there
Is it truth or dare
There’s a limit to your care
I love I love I love
This dream of going upstream
I love I love I love
The trouble that you give me
I know I know I know
That only I can save me
I’ll go I’ll go I’ll go
Right down the road
There’s a limit to your love
Like a waterfall in slow motion
Like a map with no ocean
There’s a limit to your love
Your love your love your love
seu amor tem limite, mas automáticamente tudo está perdoado. pra que que serve o tempo senão pra esperar?
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Andei escrevendo, mas não pro blog. Aqui só tem aquilo que POSSO, que é fato de mim. Quando é menos tentativas que os outros escritos. Mas admito, adoro tentativas dos outros…menos das minhas. Gosto de ser certa das minhas texturas e do que chamo de vísceras…Acho que isso não é atrativo nenhum e isso pode ser algo ruim, porém vivo enquanto descubro. Estou sempre em desuso de mim.
minha alma é a casa de muitas moradas
pode bater na porta da minha velha cara(…) quando o sol nascer ela será nova.
porque me renovo; faminta, voraz.
como quem devora as linhas da vida, do livro, dos rostos.
quero estar em todo lugar
como Deus deve estar
imitando-o, temo ficar louca (porque aqui tenho mais roupas que alma)
por não saber amar(…) não sei olhar no olho, não sei nem mesmo o que e pra quê desejar
dependo da pureza, da minha pureza, pra de fato algo ser.
somente quando não sei de nada, vivo.
amo sem querer
vivo sem saber que vivo
de perceber que tenho, perco.
procurando algo vivo.
sou toda limpa, no limbo.
é como dizer carinhosamente, vai se foder.
porque é preciso.
amém…
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Dearest constellation, heaven surroundin’ you
Stay there, soft and blue. Virginia Moon, I’ll wait for you
tonight
Sweetest invitation, breaking the day in two
Feelin’ like I do, Virginia Moon, I’ll wait for you tonight
And now our shades become shadows in your light
In the morning when we’re through and tomorrow rescues you,
I will say goodnight
Secret fascination, whisper a quiet tune
Hear me callin’ you, Virginia Moon, I’ll wait for you tonight
And now our shades become shadows in your light
In the morning when we’re through and tomorrow rescues you,
I will say goodnight
Virginia Moon, I’ll wait for you tonight
And now our shades become shadows in your light
In the morning when we’re through and tomorrow rescues you,
I will say goodnight
I will say goodnight
I will say goodnight
foo fighters ft. norah jones
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Não quero mais nada, somente tédio a dois, hoje e depois. Nessa vida só acredito na dor como forma de vida, porque depois da fodinha fica tudo morno. Morno.morno. e sempre no DURANTE eu me pergunto, e DEPOIS?
você se recicla sabendo que sempre depois do gozo e o riso existe a ruína? as mãos vazias e o nascer de novo, um suor seco depois do enterro. uma nova vida.
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Que saberia compreender
o meu temperamento esquisito
minha maneira difícil de ser
Que quando eu chegasse cansada de um dia
de ensaio geral,
dissesse “Marina, morena, descansa que hoje, deixa
não faz mal”
Sempre tentando evitar que eu esqueça coisas essenciais
“Meu bem vê se come direito”, “Marina, pára de fumar demais”
E pra completar o quadro
que fosse de uma calma especial
que nunca se abalasse com meus ataques de angústia existencial
Alguém com tanta boa vontade
quem sou eu pra resistir
Só peço já que eu existo
que alguém como eu quero também possa existir.
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Nossa, eu preciso do meu livro Mutações (da Liv Ullmann) praticamente meu livro de orações. Eu fico boa e plena, mais aliviada e menos triste. Eu vi minha mão envelhecendo sob a luz do monitor, meio repuxada cheia de dobras e veias e me senti estranha, fora do tempo. As unhas estão vermelhas, é mão de mulher…mas eu sou tão pequena. Tão. Tão menina. Abortada e ferida ao mesmo tempo imaculada, doce e cristalina. Ressuscitada. Conhece a morte, portanto sabe o valor da vida. Entre extremos da fome e o bucho-cheio. Eu odeio dinheiro, como odeio. Tolhe o meu sossego, me enoja gente. Queria um palquinho pra eu dizer o que penso e ainda por cima, ser amada. Mas sou muito mal-criada, falo bosta, não tenho classe e sou evasiva. Choro, finjo e assusto. Louca drama-queen. Malditinha. Nem to muito bem hoje, a noite não foi boa. Mas aqui não tem nada legal, né? To sempre sofrendo, é. Pode pensar o que quiser de mim porque vai ser assim pra sempre…só assim estou aprendendo.
Não to muito boa hoje.
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Turner é definitivamente um dos meus pintores preferidos.
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